sábado, 26 de maio de 2018

Amante nada secreta de Bela Lugosi

Um amor de duas lendas do cinema que completa exatos 90 anos. Clara Bow, musa do cinema silencioso e Bela Lugosi, o eterno Drácula, teriam tido um rápido romance preservado para a posteridade pela arte.

Em 1928, ela já consagrada pelo blockbuster Asas (Wings, 1927 de  William A. Wellman e Harry d'Abbadie d'Arrast ) - primeiro filme a ganhar o Oscar - estava eufórica para ir assistir Drácula no teatro. Disse aos amigos ter lido que o ator não falava inglês e era incrível ele ficar horas no palco arrebatando multidões numa língua que desconhecida, “Eu quero conhecer este homem!”.
Bela Lugosi e o elenco da montagem teatral de Drácula
Antes de estrelar o filme Drácula em 1931, dirigido por Tod Browning para a Universal Studios, Bela Lugosi havia se tornado célebre ao interpretar o papel na adaptação teatral do livro de Bram Stoker. Lugosi era fã da estrela de cinema e ficou emocionado em recebe-la nos bastidores.
Bela Lugosi e Beatrice Weeks, sua terceira esposa
Bem, de lá foram para a casa dela e o resto sabe-se pouquíssimo! O affair veio a público em 1929 quando Beatrice Weeks, terceira esposa do ator, deu uma entrevista aos jornais explicando porque estava se divorciado apenas com meses de casamento.

Lugosi teria se gabado dos arranhões em seu pescoço e confidenciado o romance com Bow. Segundo a esposa traída, teriam ficado noivos, mas fizeram um acordo de permanecerem separados por um ano a fim de medirem a intensidade da paixão.
Não há qualquer outro registro desse romance além da entrevista e de uma biografia da atriz escrita por um amigo pessoal. E claro, um quadro de nudez de Clara Bow que Bela Lugosi encomendou ao amigo húngaro Geza Kende como forma de lembrança.
Pintada em 1929 a tela ficou exposta em todas as residências de Lugosi até sua morte em 1956. Mesmo casando outras duas vezes a tela de nu permaneceu na parede, convivendo com suas esposas.
Lugosi em casa com a tela de Clara Bow nua à esquerda e seu retrato como Jesus à direita, acima das cortinas
Com esposa, filho, cachorros e o retrato de Clara Bow nua
A imagem gera polêmica porque parece muito pouco Clara Bow, sabe-se que ela jamais posou nua para Kende, embora tenha sido fotografa sem roupa e aparecido semi nua em filmes. Conjetura-se, portanto, que foi produzida levando em conta apenas as memórias dele que levou em conta os cabelos ao natural da musa.

Em 1930 ele pediu uma tela sua, de corpo inteiro ao amigo expressionista. Essa tela com Bela Lugosi pertence ao baixista do Metallica Kirk Hammett, que a arrematou em um leilão em 2004.
Kirk Hammett com a tela de Bela Lugosi e o próprio ator em casa, com a mesma tela, provavelmente nos anos 30
A tela de nude com Clara Bow, tão estimada por Lugosi, foi vendida pela viúva a um negociante de arte. Foi dada por desaparecida por décadas até ressurgir como item de um leilão em 2013, assim como a história envolvendo os dois.

No catálogo do leilão estava descrita como “O infame nu de Clara Bow” e alcançou o lance de US $ 30.000. Quando Clara Bow faleceu em 1965 encontraram em seus pertences uma foto autografada de Bela Lugosi.

Veja também:
Na casa de Bela Lugosi
Vampiro milionário: Comércio post mortem de Bela Lugosi

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Erros de gravação de Anna Nicole Smith são as melhores coisas que você verá hoje!

 Ninguém nasce sabendo, mas Anna Nicole Smith caprichou nas filmagens de um filme em 1995. Incrível!!!!  Mesmo com alguém soprando o texto ao lado, simplesmente não conseguia dar as falas!

Na época a playmate era rica e famosa, porém, e o sonho de virar uma estrela de cinema? Ela havia feito pequenas aparições em obras como Na Roda da Fortuna (The Hudsucker Proxy dos irmãos Coen) e Corra que a Polícia Vem Aí 33 1/3 - O Insulto Final (Naked Gun 33 1/3: The Final Insult de Peter Segal) ambos em 1994 e estava na hora de voos mais altos.

E ela aderiu a ser a protagonista de filmes de ação. O título desse aí dos errinhos é Perigo na Torre (Skyscraper, 1996 de Raymond Martino) e se você pensa que editado algo se salvou, dá uma olhadinha também no vídeo abaixo.

Fabulosa, só faltou dizer que seu figurino é da loja “Só Lindezas”.  E sério, desse jeito finalizar um filme como Perigo na Torre foi um pequeno milagre da sétima arte!

Filme obscuro de Anna Nicole Smith, uma pinup 90’s? Nada obscuro! Aqui no Brasil ele foi devidamente distribuído em VHS na época pela Top Tape e depois em DVD pela Cinemagia.
Aliás, tudo ali é uma maravilha, uma versão de Duro de Matar (Die Hard, 1988 de John McTiernan)  só que ao invés de Bruce Willis temos uma gostosa de sutiã extra G. E apontar isso não é chauvinismo (ou nem tanto assim) já que a trama para em alguns momentos para longas cenas de banho e sexo simulado em slow motion.

São momentos onde a nossa heroína exibe sem cerimônia os verdadeiros dotes que a fizeram famosa e bem burro quem esperasse recitações de Shakespeare. Bem picante ao ponto de poder ser exibido no saudoso Cine Band Privê (se é que não foi).
Tem o vilão ninja que lança foguetes tipo os do rambo e tem o vilão tipo Fábio, aquele modelo de capa de romances para moças, saca? Olha a cara do perigo, fazendo um monte de explosões por onde anda!
Ainda arranjaram um jeito de citar O Iluminado (The Shining, 1980 de Stanley Kubrick). Criança avulsa que não me pareceu filho da protagonista, mas tanto faz, né? Criancinha correndo perigo? Temos!
Ei, mas também há espaço para ternura. O apartamento da protagonista é todo decorado com quadros e fotos de Marilyn Monroe!

No começo, além de ficar célebre internacionalmente ao casar com o magnata J. Howard Marshall II, muitas décadas mais velho, Anna Nicole Smith era (inclusive na Playboy brasileira) reconhecida como sósia da Marilyn (ou Jane Mansfield, depende do ponto de vista. Rs). Chegou a declarar que queria ser a nova Marilyn Monroe.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Monstros da Universal em Blu-ray são assombrosos

Um rápido “unboxing” da Monsters Essencial Collection, caixa que reúne todos os filmes de horror da primeira grande fase da Universal. Volta e meia ela está à venda por um bom preço, vale assistir a esta avaliação.

 Originalmente este vídeo fazia parte do Dolce Vídeo 09, publicado a cerca de um ano atrás. Por acreditar que seja mais prático ficar sozinho, não atrelado a outros assuntos, o republico agora.

Fiz também uma playlist para vídeos como este. Assista, deixe seu like e se inscreva no canal!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

A maldição de O Exorcista e das línguas de trapo

Tai um tema que alimenta rodas de cinéfilos e curiosos desde o lançamento do filme em 1973: Existiria uma maldição no filme O Exorcista? Com a internet e a profusão de infos disponíveis nestes tempos tudo poderia ser esclarecido, mas muito pelo contrário!

Uma busca pelo assunto no Google gera milhares de resultados mostrando tudo de ruim que envolveu o filme dirigido por William Friedkin. E não seria a Warner a desmentir nada, afinal, não deve haver melhor promoção para um filme de horror do que a propagação de uma maldição demoníaca.

Tudo teria começado com um o incêndio que destruiu alguns sets antes das filmagens começarem. A atriz Ellen Burstyn se machucou filmando a cena em que cai de costas, dois atores morreram assim como o irmão do ator Max von Sydow.

A veterana atriz Mercedes McCambrige que faz a voz de Pazuzu não teve seu trabalho creditado e processou a Warner. Em 1987 seu filho assassinou sua nora e neto e cometeu o suicídio (Vish, isso é sério?).

E te aquele clássico sobre “a menina do filme que ao se ver na tela ficou tão horrorizada que ficou muda e louca”. Linda Blair fez bastante trash após O Exorcista, seria isso um sinal de loucura e maldição?
E assim por diante! Bem, não querendo fazer o Padre Quevedo, e já sendo, isso NON ECZISTE! Incêndio no set? Não faz muito tempo rolou incêndio no set da novela da Globo e em qualquer  outro set ao redor do mundo em que exista a combinação de material inflamável e muita fiação elétrica: Ou seja, qualquer set está sujeito a isso.

Acidentes em filmagens acontecem e velhinhos morrendo também! Vasiliki Maliaros, a mãe do padre, havia nascido em 1883!  Pessoas morrem todos os dias, né? Descansou aos 90 anos de idade.


Vários outros filmes de terror carregam não maldições, mas boatos. Já vimos aqui no blog sobre o diretor que morreu de soluções em plena rodagem de um dos filmes de múmia da Hammer.
A Profecia (The Omen) de 1976 é outro que carrega um monte desses trágicos eventos. E sempre fico com o esclarecimento de seu diretor Richard Donner, que não vê nada de terrível ou diabólico a mais ou a menos, já trabalhou em vários sets, com vários elencos e sempre acontecem imprevistos, só que ninguém dá bola a eles a ponto de lista-los se não for um filme de terror.

Veja também:
Socialite casou com bênçãos de Satanás
Uma nova chance à Condessa Drácula, a mais sanguinária das serial killers
Amityville: Os vivos se divertem?

terça-feira, 22 de maio de 2018

Vídeo traz fumaça, glamour e controvérsias

Um inimigo público no Dolce Vídeo desta semana! Da boca de amantes a baforadas maldosas de vilões na tela, o cigarro esteve presente em boa parte do que foi culturalmente produzido no século XX.

Antes de ser banido e maldito, o cigarro foi um elemento forte por décadas. Após servir como elemento dramático ou característica de alguns personagens no cinema e na TV, o pequeno cilindro incandescente não caiu em maldição de uma hora para outra.

No vídeo veremos um pouco desta longa e tortuosa trajetória. E óbvio que não deixei de citar Bette Davis nesta historia! Como sempre, colabore deixando o seu like para que mais pessoas possam assistir e se inscreva no canal, caso ainda não o tenha feito. https://www.youtube.com/c/DolceVideo

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Tippi Hedren, octogenária, é a nova cara da Gucci

 A marca italiana Gucci contratou Tippi Hedren, aos 88 anos de idade, para estrelar sua mais nova campanha.  A ex modelo foi imortalizada graças a Alfred Hitchcock que a transformou em atriz em Os Pássaros (The Birds, 1963) e Marnie, Confissões de Uma Ladra (Marnie, 1964).

Nos filmetes dirigidos por Colin Dodgson ela é uma vidente, forrada, evidentemente, como joias, roupas e relógios da grife. Assista a um deles no player abaixo.

A Gucci já havia usado a atriz Dakota Johnson, neta de Hedren, em anúncio de perfume. Além do tom inclusivo cada vez mais presente em campanhas do tipo (conforme explicou matéria da Elle, recomendada pelo Buturi Artero lá na página deste blog no Facebook), a empresa busca se aproximar de um universo familiar.

Tippi Hedren, ou ‘Tippi’, conforme Hitchcock gostava de grafar, teria sido descoberta pelo diretor justamente em um anuncio de TV. Sua carreira não foi adiante por ter se recusado a ceder ao assédio do diretor, mas acho que isso todo mundo já sabe, até porque, volta e meia ela ressurge falando sobre isso e a imprensa insiste em relembrar (Até nessa matéria da ELLE atual sobre a Gucci - Aqui no blog há um post a respeito datado de 2008!).
No ano passado (2017), em meio às denuncias contra o produtor Harvey Weinstein, ela foi ao Twitter reforçar que isso não é nada novo, mascomum e que Hitchcock não foi o primeiro assediador em sua vida. Encerrou celebrando o levante feminino contra isso, que depois de 50 anos já era tempo de acontecer.

Veja também:
Aquela que comeu o pão que Hitchcock amassou
"A Nova Grace Kelly"
Espancando ‘Tippi’

terça-feira, 15 de maio de 2018

Les Baxter diabolicamente versátil e jovem

Dizer que Lex Baxter compôs de trilhas sonoras de um jeito que não existe mais parece força de expressão, mas não é. Suas músicas embalaram filmes de  diversos gêneros, em estilos musicais igualmente díspares.

Ouça no player abaixo o que ele fez para o famigerado Hells Belles (1969 de Maury Dexter). Se colocando naquela época, dá pra dizer que é coisa de um senhor de 47 anos, o mesmo que ficou célebre acompanhando o romântico Mel Tomé?

O filme é uma produção da American International Picturen (AIP) do Roger Corman, com quem teve uma excelente pareceria na década de 60. Claro, muito se deve à sua versatilidade, ideal tanto para uma história de gangue juvenil quanto para um horror gótico passado nos porões de um castelo britânico medieval.

E o trabalho dele em si era refinadíssimo como em, por exemplo, The Poor People of Paris, música com que disputou as paradas de sucesso em 1956. Alcançou a sexta posição anual da Bilboard logo atrás de Doris Day com o Hitchcockiano “Que Será Será” que por sua vez, ficou atrás de Elvis Prestley com Hound Dog na terceira posição.

Você confere toda a lista clicando aqui. Bom para ver como Baxter era popular e famoso em um estilo absolutamente diferente, muito além de trilhas de filmes de terror e ação.

Não quero citar nomes (certeza que a contas deles estão pagas), mas tem gente que ia muito bem, compôs uma maravilha do medo aquático, musicou voo do homem, esteve numa galáxia distante e dali por diante tudo parece a mesma coisa. Até hoje, em 2018! #Indiretas

Mas não é só ele não. O que menos falta são compositores que são apáticos, genéricos ou que são contratados pra serem eles mesmos infinitamente ao ponto de serem identificáveis não por algum malabarismo de seu estilo, mas pela repetição.


Veja também:
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Lado sombrio de John Williams

Tudo sobre Alfred Hitchcock – A Obra Prima em Blu-ray


Aí está o unboxing da caixa do Hitchcock em Blu-ray.  Eu havia prometido esse vídeo no 27º DolceVideo, lembra?

Aliás, caso você não tenha assistido ainda ao que foi postado ontem e caiu aqui, acho que valeria vê-lo também (www.youtube.com/watch?v=Odr7ZEhC8xM). Lá comento sobre a qualidade dos filmes em si, pelo menos as restaurações mais polêmicas que são as de Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1957) e Os Pássaros (The Birds, 1962).

Como absurdamente o valor do box agora foi parar lá nas alturas, essa avaliação de hoje pode ajudar caso você decida comprar. Vá que você seja magnata.

Como pagar caro e depois encontrar a preço de amendoim torradinho é péssimo, minha dica ficar na moita. Filmes famosos, populares, sempre voltarão à venda, pelo menos se você estiver interessado no filme em si, não e uma edição mega, blaster limitada.

Espero o preço ficar apetitoso, ou o dinheiro estar (pelo menos) mais folgado. Isso às vezes demora, mas a sensação de conseguir é bem melhor, além de não agredir o bolso.

Assista ao vídeo, deixe seu like e se inscreva no canal. Isso ajuda bastante até a incentivar a produção e mais conteúdo. https://www.youtube.com/c/DolceVideo

Veja também:
Quando a restauração dá ruim
Um Corpo Que Cai - Qual edição em DVD comprar?

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Faleceu Margot Kidder, a Lois Lane

A atriz Margot Kidder faleceu ontem, 13 de maio, aos 69 anos de idade de causa ainda não informada. Kidder para todo sempre será lembrada como a Lois Lane dos filmes do Superman estrelados por Christopher Reeve.

Ao todo interpretou a intrépida repórter apaixonada em quatro filmes, entre 1978 e 1987. A canadense radicada nos EUA jamais foi tão popular quanto nestes filmes, mas sua carreira possui algumas gemas.

 A parceria com o então namorado Brian de Palma rendeu o bizarro Irmãs Diabólicas (Sisters, 1972). Ao lado de Olivia Hussey (outro rostinho 70’s bem marcante) esteve em Noite do Terror (Black Christmas, 1974 de Bob Clark), um dos precursores dos slashers que assolariam os cinemas na próxima década.
Em 1979, um ano após Superman, interpretou a dona de casa à volta com espíritos no blockbuster sobrenatural Horror em Amityville (The Amityville Horror de Stuart Rosenberg).  Ela voltaria a trabalhar com Superman (e a ser notícia) na série Smallville, por dois episódios em 2004.

Em 2015 ela conseguiu ganhar um Emmy por sua participação na série de terror e mistério infanto-juvenil A Hora do Arrepio (R.L. Stine's The Haunting Hour). Foi uma excelente notícia após um período turbulento.

Durante os anos 90 pipocaram muitas notícias de que ela estava com problemas sérios mentais. Até hoje, no material sobre seu falecimento, a imprensa não entra num consenso sobre o que havia acontecido lhe atribuindo na maioria das vezes transtornos decorrentes da bipolaridade.
Esse época coincidiu com os problemas que Christopher Reeve enfrentou após o acidente que o deixou tetraplégico. O que foi prato cheio para jornais e revistas apontarem certa maldição envolvendo o mais famoso filho de Kripton.


Quando restauração do filme dá ruim

Uma nova edição de um filme em DVD, Bluray ou até mesmo em streaming nem sempre representam melhorias. Muito pelo contrário!

No Dolce Vídeo desta semana alguns exemplos desastrosos de filmes estragados por restaurações. Se engana quem acha que isso só acontece com produções obscuras e distribuidoras pequenas.

Isso acontece de Disney a obras do Hitchcock e Coppola.  Mas também há ótimos exemplos, claro.

Há mais Dona Cecílias (aquela que restaurou o Ecce Homo) do que a gente pensa. Uma nova edição rodando no mercado é sempre uma surpresa.

Assista! Não esqueça de deixar seu like e se inscrever no canal Dolce Videos! ;)

Veja também:
As muitas restaurações de Evil Dead
Tudo sobre Alfred Hitchcock – A Obra Prima em Blu-ray
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